10/09/2013 – Caixa Amarela Inconfundível

maizena
*Por: Francisco José Z. Assis

A caixa amarela pouco mudou. A cena de índios norte-americanos da tradicional tribo Sioux sacando do milho o seu amido gravada no bico de pena está na memória e faz parte de uma longa história de sucesso. A Maizena é mais um clássico exemplo de marca que virou sinônimo do produto. Ou você busca por amido de milho quando vai fazer compras no supermercado? O sim, neste caso, soa estranho. Com bom e variado uso na culinária, a Maizena teve origem nos Estados Unidos, no ano de 1854, pelas mãos de Wright Duryea. Ele fundou a Fábrica de Amido Rio Oswego e, mais tarde, recrutou a família para ampliar os negócios e criar a Companhia Produtora de Amido Duryea, que tinha como carro-chefe a fina farinha da caixa amarela.

ORIGEM DO NOME
O nome Maizena tem origem na palavra espanhola que representa o cereal que é o insumo básico do preparo da farinha: o milho, ou melhor, “maiz”. O termo foi utilizados pelas tribos de índios norte-americanas Sioux e Iroquês, que viviam no sul dos Estados Unidos, para designar as espigas levadas pelo navegador genovês e descobridor da América, Cristóvão Colombo. O milho também inspirou a cor da embalagem, que até hoje segue.

DA ROUPA À PANELA
Apesar de a referência mais forte ser reivindicada pela cozinha, de onde saem o saboroso e nutritivo mingau, os biscoitos, os doces e os molhos consistentes, grossos, a lavanderia também pede passagem para ser chamada de abrigo natural da Maizena. Ocorre que, a princípio, a função do fino pó branco extraído do milho era servir de goma para tecidos para deixá-los mais encorpados. Contudo, como ingrediente culinário veio a consolidação. O uso do amido de milho em substituição à farinha de trigo recebeu estímulos. Padeiros e fabricantes de biscoitos aceitaram a dica e uma das invenções caiu na graça do povo: a Bolacha Maizena. Durante a Segunda Guerra Mundial, a escassez e os altos preços do trigo favoreceram o avanço do amido de milho, que passou a ser utilizado também na receita de pães.

SUCESSO NACIONAL
A Maizena desembarcou no Brasil em 1874. Na época, as mercearias dispunham seus produtos em sacos. Arroz, feijão, batatas, tomates e demais itens do cotidiano do brasileiro eram vendidos a granel. Diante desse cenário, as caixinhas amarelas se destacavam e as donas de casa foram “pescadas” não só pelo visual, mas também pelo fato de o amido de milho servir para o preparo de diversos pratos. Em 1927 chegou a São Paulo o engenheiro L. E. Miner. Ele veio analisar o mercado local para saber da viabilidade de fabricar a Maizena no país, pois, até então, o produto vinha dos Estados Unidos e era apenas embalado no Brasil. Passados três anos, a Refinações de Milho Brasil (RMB) abriria suas portas na capital paulista.

Fonte: RBA – Revista Brasileira de Administração – Ano XXIII – nº95 – Julho/Agosto de 2013 – pág. 23.

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