14/07/2013 – Alimentação exige planejamento

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Copa do Mundo de 2014 pode representar uma boa oportunidade para o setor. Mas atenção: o bom negócio deve ser estudado não só para o mês do evento esportivo. O plano deve considerar prazos de cinco a dez anos

Rodízio, à la carte ou por quilo? Comida brasileira, regional ou petiscos? Qual será o diferencial em relação à concorrência? Quais serão as estratégias de manutenção de fluxo de pessoas durante o ano? As questões para quem quer abrir um bar ou restaurante para aproveitar a movimentação de turistas durante a Copa do Mundo de 2014 são muitas. Mas ainda há tempo de responder a todas elas e abrir um empreendimento.

“Um ano é suficiente para fazer uma avaliação e elaborar um plano de negócio. A principal pergunta que o empreendedor deve fazer antes de embarcar nessa jornada é como dar vida útil ao negócio para transcender os limites do evento esportivo”, destaca o presidente do Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo (Ibevar), Cláudio Felisioni de Angelo. Esses torneios movimentam muitas pessoas e geram grandes oportunidades, mas nenhuma empresa é viabilizada unicamente em decorrência deles, segundo ele. “Não é para mudar o time todo, mas adaptá-lo para aquela partida”, compara.

Por isso, uma avaliação adequada deve levar em consideração os próximos cinco a dez anos, com estimativas para retorno de investimento e estratégia de marketing do estabelecimento, entre outros tópicos. E, por mais que a boa comida seja um dos determinantes do sucesso, ela deve ser apenas um dos fatores em pauta. Conforto e atendimento contam muito. Preço também entrou para a ordem do dia. Basta ver a proliferação de iniciativas como o BoicotaSP, site com reclamação de consumidores sobre valores cobrados em empreendimentos como bares e restaurantes.

Escolheu um ponto para montar o negócio? Tem um bom fluxo de pessoas? Está em um lugar com boa movimentação no pós-evento? Atende a seu público-alvo? Se a resposta foi sim, chega a hora de conseguir as autorizações para funcionamento – e não são poucas. Para conseguir abrir a casa, é preciso estar atento à lei de zoneamento do município, que determina quais áreas são comerciais. O Corpo de Bombeiros deve fazer uma vistoria para avaliar as condições de segurança do ponto. Já a autorização da Vigilância Sanitária leva em consideração pontos como o manuseio de alimentos, a estocagem e as condições de higiene do estabelecimento.

Se o intuito é potencializar os lucros com a Copa, o empresário deve ter em mãos também um plano de treinamento de mão de obra e de marketing para o evento. Há demandas simples, que podem ser feitas rapidamente, como a adaptação do cardápio e do site do bar ou restaurante para a língua inglesa e/ou espanhola. Mas só isso não basta.

Quem já está na ativa para a Copa das Confederações, que será realizada em junho deste ano, no Brasil, sabe a importância da equipe. Em pesquisa encomendada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), divulgada em abril deste ano, 59% dos comerciantes das cidades-sede (Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre, Cuiabá, Brasília, Salvador, Recife e Fortaleza) não tem se preparado para receber o evento – e duas das principais falhas, segundo eles próprios, está no time.

Dos 1.276 empresários dos setores de comércio e serviços entrevistados, 46% querem fazer planejamento diferente para a Copa: treinamento da equipe (53%), contratação de mais funcionários para atender à demanda (43%) e o aumento da variedade de produtos (38%).

Para o presidente da Ibevar, é fundamental que os funcionários consigam atender aos clientes em pelo menos um idioma estrangeiro. Para treinar a equipe, vale contratar consultoria ou pagar curso para os atendentes, mas, segundo ele, o empreendedor pode abraçar mais essa causa e ensinar algumas frases muito usadas no dia a dia.

“Ainda há espaço para empreendedorismo. Muitas empresas ainda não se viram dentro do contexto de Copa do Mundo, que, na verdade, tem oportunidade para todos”, considera o Adm. Tiago Lacerda, da Secretaria Extraordinária para a Copa do Mundo. “O Minerão agora é uma arena multiuso capaz de receber shows internacionais. Foi palco do show do Elton John e recebeu no início de maio, o show do britânico Paul McCartney. Isso desencadeia benefícios para a cidade inteira, porque quem vem para o show ocupa hotéis, restaurantes, visita pontos turísticos.

Fonte: Revista Brasileira de Administração (Maio/Junho de 2013) – pg.20.

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