26/01/2013 – O desafio de administrar as finanças pessoais no início de 2013

Como evitar uma despesa maior do que a receita?

Investir-Dinheiro
Os gastos com férias, viagens, presentes, festas de fim de ano, como sempre ficaram bem acima do esperado. Janeiro se inicia para muitos brasileiros como o mês mais “magro” do ano. Pois ainda será preciso encarar aquelas despesas tradicionais de começo do ano: impostos, matrículas e material escolar, cartões de crédito, além das contas mensais de sempre. Os recursos que entrariam no mês não dariam para tantas despesas. Como sair deste círculo vicioso de má administração do próprio dinheiro?

Os especialistas em finanças pessoais consideram como causa principal do desequilíbrio financeiro o que todos sabemos: gastamos mais do que recebemos. Isso se deve à falta de hábito de organizar as contas, fazer um planejamento financeiro. Mas como evitar isso? Por que não começar aos poucos, por exemplo, aproveitando o mês de janeiro para inaugurar o seu plano. Planejar é decidir antecipadamente o que deve ser feito. E um plano de ação (não apenas de bons propósitos) é uma linha de ação pré-estabelecida. É uma atividade diária. Ou, ao menos, semanal.

Aqui estão algumas dicas para quem quer planejar com cuidado, começando agora pelo mês de janeiro. No começo é um pouco difícil, mas à medida em que os resultados vão aparecendo, você vai se sentir mais motivado e o planejamento das suas finanças pessoais pode se transformar num belo hábito.

Faça um diagnóstico do problema – Comece a se questionar: Por que sempre falta dinheiro no final do mês? Por que não consigo guardar dinheiro? Para responder a essas questões, você pode, por exemplo, anotar todos os gastos – do cafezinho a uma roupa que comprou na promoção – durante um mês. Comece isso no primeiro dia do mês. Mas é importante não confiar na memória. Por isso guarde todos os comprovantes de compras. Anote também todo o dinheiro que entra como receita. No final do mês some os gastos e verifica se gastou mais ou gastou menos do que imaginava? Agora analise melhor os seus gastos, e verá que muita coisa pode ser cortada do seu orçamento. Trinta dias depois, é chegada a hora de somar os gastos e ver qual o tamanho do problema. Provavelmente você terá uma surpresa desagradável: gasta muito mais do que imaginava. Comece a agir nas pequenas coisas: tente reduzir a conta de água, por exemplo, em 10%. O importante é começar a reduzir, mesmo que seja pouco. Assim que conseguir atingir esse objetivo, vá aumentando a quantia a ser economizada até chegar a um patamar que sirva de limite máximo para os gastos mensais.

Crie categorias de gastos – Comece pelas categorias mais comuns: alimentação, saúde , segurança, limpeza e higiene pessoal, limpeza do lar, impostos (IPTU, IPVA, etc), serviços públicos (água, luz, telefone, etc), transporte (gastos com veículos particulares ou com transporte público), educação (mensalidades, material escolar, livros didáticos), e assim por diante. Não crie uma categoria específica para cartão de crédito, isso pode atrapalhar o controle de suas finanças. Após alguns meses de anotações você será capaz de saber quanto gasta, em média, com cada categoria e isso poderá lhe ajudar a planejar os próximos meses.

Comece a poupar – Em pouco tempo – no máximo quatro meses – você já deverá estar adaptado e o ato de anotar seus gastos torna-se hábito. No final desse tempo você pode ter uma boa surpresa: suas contas estão bem – a despesa está igual à receita. Pode até mesmo sobrar um pouco mais de recursos. É hora de começar a reservar algum dinheiro, ou seja, fazer uma poupança para aquela tão sonhada viagem de férias ou, quem sabe, comprar um carro novo. Mas, atenção! Faça análises periódicas em busca de melhorias.

Fazendo isso será fácil entender que controlar as finanças pessoais é muito mais uma questão de disciplina do que conhecimento em finanças. E mais, colocar suas contas – todas as receitas e despesas – em uma planilha, agenda, ou mesmo, em um caderno, fará com que as coisas passem a ser vistas de maneira diferente.

Bom mês de janeiro!

Fonte: RBA – Revista Brasileira de Administração – novembro/ dezembro de 2012.

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