05/04/2012 – Vantagens e desvantagens para o franqueado

O risco do empreendedor independente no Brasil é muito grande, e aí reside a maior vantagem do sistema de franquia. É vantajoso para os candidatos a franquados, em especial para os inexperientes, que assim podem optar por trabalhar com marcas consagradas, testadas no mercado, tendo como parceiro empreendedores experimentados que lhes darão sustentação e apoio, torcendo e trabalhando muito pelo seu sucesso. O sistema não só permite como estimula o franqueador a transferir ao franqueado sua experiência e conhecimento, as informações – as principais ferramentas, enfim, necessárias para alcançar o sucesso. Segundo a ABF – Associação Brasileira de Franchising, o risco dos empreendedores que adquirem franquias é no mínimo cinco vezes menor do que o dos que se atiram a empreendimentos independentes.

No franchising, o treinamento correto do franqueado, mais do que um privilégio, torna-se uma obrigação. Além disso, também são treinados os funcionários do franqueado.
– Consultoria de campo
– Dica dos melhores fornecedores
– O crédito no mercado e a credibilidade da marca
– Segredos e fórmulas de atendimento e do projeto arquitetônico
– Possibilidades mercadológicas
– Escolha e negociação de ponto
Essas e outras informações imprescindíveis para o enfrentamento do mercado são repassadas ao franqueado a um custo quase sempre bem razoável.

Outras vantagens decorrem do funcionamento da rede e constituem ferramentas de sucesso:
– A sinergia
– O marketing cooperado
– A troca de informações

Também para o franqueado, nem tudo são flores! Ele terá sua própria empresa, recebendo do franqueador a marca e a orientação na montagem, abertura e funcionamento da loja. Mas sua autonomia é relativa.
– Terá de obedecer aos padrões da franquia
– Vender apenas os produtos nela estipulados
– Comprar dos fornecedores por ela indicados
– Pagar as taxas pela cessão inicial da marca
– Pagar os royalites
– Pagar o marketing cooperado
– Pagar a associação dos franqueados etc

Além disso, estará sempre valorizando uma marca que não é de sua propriedade e de cuja cessão poderá ser dispensado no final da contrato ou mesmo antes, em determinadas situações. Os preços, a decoração, o atendimento, o marketing são ditados pelo franqueador, que exige homogeneidade em toda a rede e acredita nos rumos que imprime a ela.

Muitas vezes o franqueado é habilidoso, tem formas de adicionar diferenciais ao négocio como decoaração, criação de promoções, mas isso só será possível admitindo com a aquiescência do franqueador. O franqueador, por sua vez, sabe que, se abrir exceção para um, poderá ter uma chuva de pedidos de outros no dia seguinte.

O franqueado, na maioria dos casos, também não pode transferir o negócio livremente para outro, pois a cessão se faz intuitu personae. Ou seja, na maioria dos casos, a cessão de direitos do franqueador se faz à pessoa física do franqueado ou a uma empresa em que o franqueado deverá permanecer como sócio-gerente e, se abandonar a loja ou deixar de ser sócio-gerente da empresa, sem a concordância do franqueador, dará motivo para a rescisão da cessão e o encerramento da franquia.

Em contratos intuitu personae, mesmo com a morte do sócio-gerente, seus filhos não poderão ficar com a administração da franquia, pois os franqueadores, com certa razão, não querem entregar a marca que construíram, o seu patrimônio, a pessoas que desconhecem ou em quem não confiam.

O franqueado poderá ser prejudicado também pela concordata ou falência do franqueador. Empresas de serviço, por exemplo, correm risco muito menor de falir. Se a unidade-modelo, que é empresa comercial, falir, a empresa de serviço, sendo independente, poderá sobreviver e continuar a operar.

A falência do franqueado também pode ocorrer, atingindo sempre negativamente a marca. Esse prejuízo, porém, costuma ser minimizado pelo fato de a razão social da empresa ser diferente da marca e do nome do franqueador.

A rigidez na relação franqueador-franqueado tem sido amenizada nas concepções mais recentes sobre o sistema, em que a participação do franqueado, suas opiniões, criatividade, sugestões são discutidas seriamente na rede e, se cabíveis, admitidas.

São muitas as vantagens e desvantagens do sistema para o franqueado. No caminho para o sucesso, cabe-lhe aproveitar as vantagens e evitar as desvantagens.

A seguir uma classificação das vantagens e desvantagens tanto para o franqueador quanto para o franqueado feita por Daniel Plá.

(Trechos retirados do livro Franquias: Bares, restaurantes, lanchonetes, fast-foods e similares. Percival Maricato)

Em nossa próxima postagem falaremos sobre ‘O que perguntar ao franqueador antes de fechar negócio’.

Abraços e uma ótima páscoa a todos!

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