15/03/2012 – Oportunidade que não se joga fora

Lixo fede, atrai insetos e emporcalha as cidades. Lixo, por definição, é algo que as pessoas já não querem, de que têm ojeriza, e por isso pouco se preocupam com seu destino. No entanto, o lixo é o fruto do progresso econômico e dos avanços da tecnologia que mais se aproxima do cidadão urbano. Ele está em nosso cotidiano, é onipresente e visível, especialmente nas metrópoles. No mundo ocidental, estima-se que uma pessoa produza 500 quilos de resíduos urbanos por ano. No Brasil a taxa é de 378 quilos. Quanto mais rico um páis, mais detritos ele gera – e o recente e sustentável crescimento brasileiro indica que muita sujeira virá por aí. Ela é inevitável e saudável se a entendemos como resultado de uma economia mais pujante. Mas é perigosa e preocupante. Os dejetos liberam substâncias químicas nocivas para o solo e a água, ou para o ar, quando queimados. Elas representam quase 4% dos gases de efeito estufa do mundo, principalmente na forma de metano a partir de comida podre.

É fundamental saber que destino dar ao lixo, à margam dos fétidos aterros (que serão proibidos de existir no Brasil a partir de 2014). O nome do jogo é compostagem, para os orgânicos, geração de energia e reciclagem, quando possível. O Brasil ainda recicla muito pouco (1,4%), se comparado a países como Estados Unidos (34%) e a regiões como a União Européia (45%). Já sabemos como separar resíduos orgânicos daqueles que serão reaproveitados, em latões coloridos. É hábito que aos poucos conquista a sociedade e as paisagens urbanas. Mas é preciso entender que o próximo passo, maior e mais complexo, é aquele que permitirá transformar lixo em riqueza, lixo em energia – o feio, enfim, em algo bonito.

Há imensas oportunidades. Livrar-se dos restos virou um grande negócio global. Os países ricos gastam cerca de 120 bilhões de dólares por ano na eliminação de seus resíduos municipais e outros 150 bilhões com resíduos industriais, de acordo com o CyclOpe, um instituto de pesquisas francês. No Brasil, são meros 5 bilhões de dólares por ano na coleta e tratamento da sujeira urbana. É montante que crescerá, e convém não pedir ajuda ao governo, que deve apenas supervisionar e zelar pelas regras.

Fonte: Revista Veja (Edição Especial), dezembro de 2011.

Este é um convite para todos analisarmos minuciosamente sobre os problemas do lixo para em seguida encontrarmos oportunidades para transformá-lo em dinheiro.

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