27/02/2012 – Dicas para lidar com “loucos corporativos”


Alguma vez, em seu local de trabalho, você sentiu que estava tentando lidar com pessoas totalmente irracionais? Você já falou com alguém que não dava a menor atenção para o que você dizia? Você argumentava, argumentava e nada? Pois segundo Mike Myatt, consultor de liderança para CEOs e quadros executivos, muitas vezes pessoas tidas como experientes e hábeis precisam entender de vez que com loucos não se argumenta.

Todos nos conhecemos o ditado “escolha suas batalhas” e, como diz Myatt, uma das batalhas inúteis que existem é tentar mudar o pensamento de uma pessoa que vive em um estado alterado. Autor de livros best-sellers sobre administração e liderança, Mike Myatt ensina, no site da revista Forbes, como fazer com que “os lunáticos não tomem conta do hospício.”

O consultor começa o artigo definindo a palavra “louco”. De acordo com ele, apesar de a maioria nós não encontrarmos pessoas clinicamente loucas no local de trabalho, acabamos nos deparando com outros tipos frustrantes como: o irracional, o ignorante, o mente-fechada, o mentiroso patológico, o excessivamente político, o egoísta, o fanático, o megalomaníaco, o com sede de poder, e vários outros tipos de “loucos corporativos”.

Segundo Myatt, tentar discutir lógicas de negócio com quem simplesmente não reconhece a lógica não é nada vantajoso. “Se há um pingo de sabedoria que você pode tirar desse texto é que você não pode convencer alguém que sempre pensa que está certo de que, está, na verdade, errado”, diz. O consultor explica que, não importa quão lógica ou detalhada seja sua abordagem, esse tipo de pessoa não vai mudar sua opinião em razão daquilo que você está dizendo.

Mas o que fazer quando a lógica e a razão não conseguem prevalecer? Mike Myatt dá uma lista de sugestões para ajudar você a lidar com esses “loucos corporativos” que se acham os mais espertos.

1) Defina qual é o “comportamento aceitável”

Se você é o chefe e o comportamento de algum funcionário está incomodando você, então é muito provável que o comportamento dessa pessoa esteja tendo um impacto negativo nos outros de uma forma ainda mais intensa. Para conter “os loucos” é preciso definir o que constitui um comportamento aceitável. Defina o que é cada cargo para que as pessoas saibam o que se espera delas. Encorajar trabalhos em equipe, desenvolver lideranças, administrar talentos e fazer a comunicação fluir também ajudam a destacar aqueles que não se enquadram.

2) Enfrente o conflito diretamente

Apesar de nem sempre ser possível prevenir conflitos, Mike Myatt diz que, por experiência própria, o segredo para resolver conflitos é os prevenir sempre que possível. Ao buscar áreas com potencial de conflito e ao intervir proativamente de modo justo e decisivo, conseguimos que certos conflitos surjam. E, caso um conflito apareça, será possível minimizar a gravidade dele ao lidar com o assunto rapidamente.

3) Entenda as motivações dos outros

Myatt diz que é essencial entender a motivação do outro antes de pesar os prós e os contras e tomar uma decisão. Além da solução óbvia para lidar com pessoas difíceis (que é simplesmente não lidar com elas), a melhor forma de sair de uma tempestade contínua é ajudar as pessoas em questão a conquistarem seus objetivos. Se relações problemáticas forem abordadas da perspectiva de agir de forma a ajudar os outros a atingirem seus objetivos, o número de problemas diminuirá.

4) O fator importância

Se uma questão é importante a ponto de criar um conflito, então certamente ela é importante a ponto de ser resolvida. Se a circunstância ou situação for importante o suficiente e se algo relevante estiver em jogo, as pessoas farão o que for necessário para deixar as linhas de comunicação fluírem e chegar a um consenso.

5) Veja conflitos como oportunidades

Escondido em cada conflito está o potencial para uma grande oportunidade de aprendizado e desenvolvimento. Onde há desentendimento há um potencial inerente de crescimento. Segundo Myatt, se você é chefe e não usa o conflito em favor da construção de um time e do desenvolvimento de lideranças, você está perdendo uma grande oportunidade.

Ainda há esperança contra os “loucos”, garante Mike Myatt. “Eu acredito sinceramente que relações de trabalho produtivas podem ser criadas até entre as pessoas mais difíceis, caso exista um desejo ou necessidade sinceros em se fazer isso”, afirma ele. “Dar a outra face, comprometer-se, perdoar, ter compaixão e empatia, encontrar um senso comum, ser um ouvinte ativo, ser útil a alguém, e uma série de outras abordagens sempre terão sucesso na construção de entendimento se o desejo por trás disso for forte o suficiente”, completa.

E se tudo isso falhar e você for o chefe, diz Mike Myatt, pense que você sempre pode deixar os “loucos” irem embora. Segundo Myatt, “algo que provavelmente você deveria ter feito há um bom tempo”

Fonte: Pense empregos (http://www.qualidadebrasil.com.br)

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